Novamente fora do Mapa da Fome, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil volta a ser referência mundial quando o assunto é combate à insegurança alimentar. E uma das políticas públicas para chegar a esse objetivo é garantir que a produção de alimentos de pequenas propriedades abasteça escolas e creches. É o caso da Horta Comunitária Girassol, no Distrito Federal.
Quem vê a horta não imagina que, 20 anos atrás, o local era um lixão. Agora, do local saem, todos os meses, 100 cestas com alimentos agroecológicos para a comunidade de São Sebastião, a 20 km de Brasília.
Na horta são produzidos limão, beterrabas, cenouras, bananas e outros alimentos, que são fornecidos para creches da região por meio do PAA, Programa de Aquisição de Alimentos do governo federal. Tudo de forma orgânica e sustentável.
Programas como o PAA e o Programa Nacional de Alimentação Escolar ajudaram o Brasil a sair do Mapa da Fome. Agora, menos de 2,5% da população está desnutrida de forma grave. Em 2022, 5,7% da população brasileira estava nessa situação.
A pobreza extrema também caiu no país no período, de 9%, em 2021, para 4,4%, em 2023. São dez milhões de brasileiros fora dessa situação.
Mas ainda há muito a ser feito. Apesar de ser um dos grandes produtores mundiais de alimentos, a falta de recursos impede que todos tenham acesso à comida.
“Através da questão da tributação dos mais ricos, da questão de você aumentar o salário mínimo. Essas pessoas que ainda estão numa situação de insegurança alimentar e nutricional, elas só vão conseguir resolver esse problema quando elas tiverem uma renda suficiente para poderem adquirir os alimentos saudáveis, que são mais caros do que os alimentos ultraprocessados”, explica Daniel Balaban, do Programa Mundial de Alimentos da ONU Brasil.
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