No ano passado, em média, quatro mulheres morreram por dia no Brasil vítimas de feminicídio, ou seja, foram mortas apenas pela condição de serem mulheres. Esse dado está no Anuário de Segurança Pública. Em 2024, o estudo registrou mais um ano de recorde, quase 1,5 mil mulheres mortas em todo o país. É o maior número da série histórica, iniciada em 2015.
“Quando a gente olha os números do anuário, a gente vê que a mulher está muito mais em risco dentro de casa do que ela está na rua, e que o Estado não está dando respostas que salvem essas vidas a tempo”, diz Manoela Miklos, porta-voz do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Pela primeira vez, o anuário compilou dados sobre medidas protetivas. Em 2024, foram concedidas mais de 500 mil, 18% delas descumpridas, o que coloca as vítimas em risco.
As principais vítimas do feminicídio têm rosto definido: mais de 60% são negras, 70% entre 18 e 44 anos, 97% assassinadas por homens, em 80% dos casos por companheiros ou ex-companheiros.
Outro dado muito importante e relevante é a subnotificação. Ela tem diversos fatores: o medo, a culpa, a pressão da sociedade, que é extremamente machista, misógina e culpa a mulher quando ela vai buscar ajuda, além da falta de preparo em muitas das delegacias, dos policiais que recebem essa mulher.
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