Um levantamento feito pela Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mostra que 80% das empresas de internet que atuam em favelas da capital fluminense estão sob o controle, ou estão associadas, ao crime organizado.
De acordo com o governo do Rio, o mapeamento dos provedores operados por traficantes e milicianos foi realizado a partir de denúncias recebidas pelo Disque-Denúncia e pela Ouvidoria da Secretaria Estadual de Segurança. Com estas denúncias cruzadas a informações da Anatel, a investigação aplicou em um mapa todas as empresas instaladas em áreas dominadas por facções. A conclusão foi que os criminosos operam cerca de 80% do serviço de internet nas favelas da cidade do Rio.
Para evitar a continuidade da prestação destes serviços por criminosos, uma decisão da Anatel suspendeu um dos artigos do regulamento sobre as outorgas, que até então dispensava de autorização os pequenos provedores com até 5 mil acessos, e facilitava a abertura de empresas ligadas ao crime organizado. Com a nova regra, todos estes pequenos provedores de internet terão até o dia 25 de outubro para solicitar a outorga na agência. Caso contrário, os cadastros serão extintos e o serviço de internet será interrompido.
Segundo a Anatel, hoje, somente na capital fluminense, são 638 prestadoras de serviço de internet: 305 com outorga e 333 com dispensa da outorga.
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