A história do Brics começou há mais de duas décadas. O Repórter Brasil preparou uma linha do tempo para explicar a origem do termo até a formação da cúpula dos líderes como é conhecida hoje.
O termo Bric é criado em 2001 pelo economista Jim O'Neil, do banco Goldman Sachs. O'Neil publica um estudo identificando quatro grandes economias emergentes com potencial de crescimento e impacto na economia global: Brasil, Rússia, Índia e China. O acrônimo, inicialmente, serve apenas como sigla de mercado, sem associação política ou institucional.
Em 2006, os ministros das relações exteriores de Brasil, Rússia, Índia e China se reúnem durante a Assembleia da ONU, em Nova Iorque.
Em 2009, é realizada, na Rússia, a primeira cúpula oficial. No contexto da crise financeira de 2008, os líderes discutem uma nova ordem econômica, com a reforma das instituições financeiras internacionais e maior representatividade global.
No ano seguinte, a África do Sul é convidada pela China para integrar o grupo.
Em 2011, na China, os cinco países se reúnem pela primeira vez como Brics.
Em 2014, na sexta reunião de cúpula, em Fortaleza, os Brics criam sua própria instituição financeira, para financiar projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável em países em desenvolvimento. O objetivo é tornar o novo banco de desenvolvimento em uma alternativa ao FMI e ao Banco Mundial.
Entre 2015 e 2019, há ampliação de pautas para além de interesses econômicos. O Brasil volta a receber a cúpula em 2019. Os líderes enfatizam o compromisso com a implementação do acordo de Paris e da agenda 2030.
Em 2020, crescem as tensões geopolíticas entre países do Brics. China e Índia entram em confronto na região de fronteira no Himalaia. O conflito, na chamada “linha de controle real”, deixa mortos pela primeira vez em quatro décadas.
No fim do mesmo ano, a reunião de cúpula da Rússia acontece remotamente, por causa da pandemia de covid-19. Em pauta, cooperação em saúde pública e desenvolvimento de vacinas, além de recuperação econômica.
Em 2023, na cúpula de Johannesburgo, na África do Sul, o grupo anuncia o convite a seis novos países, incluindo a Argentina. Mas, em dezembro, Javier Milei assume a presidência e desiste de entrar no bloco.
Em 2024, a cúpula de Kazan, na Rússia, anuncia a expansão do Brics, com a inclusão oficial de cinco novos membros: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã. Cria-se o status de país parceiro do Brics e reafirma-se a necessidade de todos cooperarem para a promoção e a proteção dos direitos humanos, tanto no âmbito do Brics quanto em foros multilaterais.
Em janeiro de 2025, a Indonésia é anunciada como novo integrante do Brics. O bloco, agora, é composto por 11 países.
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