O ouvidor das polícias de São Paulo, Mauro Caseri, afirmou que o policial militar que matou o marceneiro Guilherme Ferreira, ao confundi-lo com um assaltante, não cumpriu o protocolo. E destacou que na situação houve componentes racistas. O crime, que aconteceu em São Paulo na última sexta-feira (4) à noite, repercutiu entre entidades de direitos humanos e autoridades.
Guilherme Ferreira trabalhava numa fábrica de camas. Ele voltava do serviço na sexta-feira, quando ocorreu para pegar um ônibus, por volta das 22h30, e foi atingido na cabeça pelo PM Fábio Almeida, que estava de folga. O policial havia sofrido uma tentativa de assalto pouco antes e teria confundido Guilherme com um dos criminosos.
O PM foi e chegou a ser preso. Ele foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas foi liberado depois de pagar a fiança. Ele foi afastado das funções operacionais.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, prestou solidariedade à família da vítima nas redes sociais, e o ministério oficiou as autoridades responsáveis e acompanha o caso. Já o Instituto Sou da Paz mostrou preocupação com a falta de posicionamento do governo do estado sobre o modo de atuação policial, ainda mais com a alta letalidade policial no estado de São Paulo.
Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.