O café é um dos produtos brasileiros que podem ser atingidos pelas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos. Apesar disso, o café é um sucesso mundial e há uma expectativa de que não faltará mercado para essa bebida consagrada.
Pesquisadores da Unicamp realizaram um estudo para entender as diferenças entre os tipos de café e as misturas que não têm relação com o original. A reportagem é da Unicamp TV.
Muitas pessoas ainda torcem o nariz para o café especial, associando-o a uma bebida fraca. Essa percepção levou o pesquisador Jorge Behrens a realizar testes sensoriais para entender o que os brasileiros consideram um café forte.
No experimento, ele utilizou duas variedades: o arábica, que é mais suave, e o robusta, que é mais amargo. O café arábica precisou de uma torra maior, típica do café tradicional, e de uma concentração maior para ser melhor aceito pelo consumidor, o que não ocorreu com o robusta. Curiosamente, muitos julgam pela cor do café; o arábica, mais escuro, tinha menos cafeína, enquanto o canéfora, conhecido popularmente como robusta, tinha o dobro de cafeína, mas era mais claro.
O estudo também ajuda os produtores a compreender melhor os perfis de consumidores, incluindo os estrangeiros. Apesar da variedade de opções e do interesse crescente pela bebida, especialmente com a alta nos preços, surgem produtos que, à primeira vista, parecem mais baratos, mas que na verdade enganam o consumidor.
Você já ouviu falar em "café fake"? Às vezes, a única pista está em uma palavrinha escondida na embalagem: "sabor café". Essa prática é proibida por lei. Para combater essas fraudes, pesquisadores do Instituto de Química da Unicamp desenvolveram um método que permite identificar a qualidade do café. Essa tecnologia possibilita uma análise rápida, em questão de segundos, da composição do café, permitindo detectar adulterações e o nível delas, desde outras sementes até aditivos como triguilho e sementes de açaí.
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