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Policiais de SP são presos após execução de vítima já rendida

Repórter Brasil

No AR em 11/07/2025 - 19:00

Dois policiais militares foram presos em flagrante após a morte de um homem de 24 anos na favela Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. As câmeras corporais dos PMs mostram que a vítima já estava rendida quando foi baleada. A ação policial causou protestos dentro da comunidade e mais um homem acabou morto pela polícia.

Ruas de Paraisópolis foram bloqueadas com barricadas, e veículos foram depredados. Na repressão ao protesto, a Polícia Militar afirma que houve troca de tiros e um sargento ficou ferido. Este ativista que mora na favela diz que a comunidade está revoltada com a sequência de abusos policiais.

“Foi onde começou esse tumulto, da população se rebelando contra mais um crime da Polícia Militar aqui dentro de Paraisópolis. A população acaba se revoltando. Nisso, mais um rapaz com passagem pela polícia acaba sendo morto numa das vielas. Então, é meio que o resumo disso aí.

Hoje os policiais estão presos, mas isso é uma denúncia que a gente vem fazendo há muito tempo, que vem ocorrendo aqui. Sempre tem um confronto, um suspeito, e isso precisa acabar”, se revolta  Janilton Oliveira. 

O protesto ocorreu após a morte de Igor, de 24 anos, no final da tarde. A versão inicial dos policiais era que um homem teria sido morto em uma troca de tiros. Porém, as imagens das câmeras corporais mostraram que dois PMs atiraram e mataram Igor de Oliveira rendido, com as mãos na cabeça. A execução teria ocorrido após uma perseguição, onde quatro homens carregando drogas se esconderam em uma casa. Os outros três suspeitos foram presos.

Os dois policiais militares que fizeram os disparos foram presos em flagrante. Os outros dois PMs que acompanhavam a ocorrência foram indiciados por terem confirmado a versão falsa apresentada pelos colegas.

“E na nossa avaliação, por meio das imagens das câmeras, o homem já estava rendido quando os policiais efetuaram os disparos. Lamentamos muito isso. Embora ali estivesse bem configurado o crime de tráfico, a ação dos policiais foi uma ação não legítima, uma ação ilegal. E a providência adotada imediatamente, então, foi a prisão desses policiais”, afirma o coronel da PMSP, Emerson Massera.

Gabriel Sampaio, diretor da Conectas Direitos Humanos, afirma que, nos últimos anos, houve um enfraquecimento do controle sobre a atuação policial em São Paulo. Ele defende que haja gravação das operações, além do fortalecimento da Corregedoria e da Ouvidoria da corporação.

“Nós precisamos garantir que a polícia atue dentro da legalidade, respeitando os cidadãos e respeitando a lei. Mesmo quando há prática de crime. Nesse caso, a polícia deve agir também aplicando a lei, levando as pessoas acusadas pela prática de crime para o seu julgamento, para o Poder Judiciário, jamais executando alguém”, defende Sampaio. 

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Criado em 11/07/2025 - 20:40

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