O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que vai se encontrar novamente o colega israelense Benjamin Netanyahu, nesta quarta-feira (8), para discutir a situação da Faixa de Gaza. Os dois se reuniram na Casa Branca na segunda-feira, com o objetivo de discutir um possível cessar-fogo, mas o que se viu foram falas sobre a expulsão de palestinos do território.
Na Faixa de Gaza, palestinos reagiram às falas de Trump e Netanyahu. Abu Samir disse que não vai sair. “Aqui é meu país, minha casa. Por que eu deveria desistir e fugir?”, disse.
Mansour Al-Khaier também rejeita a proposta. “Esta é a nossa casa. Se sairmos, pra onde iríamos?”, perguntou.
Em Israel, a reunião dos presidentes também causou frustração em parte da população. Hanita Cohen disse que esperava um anúncio de paz, para que os reféns pudessem finalmente voltar pra casa e os soldados israelenses pudessem sair de Gaza. “Mas 641 dias se passaram e ainda estamos na lama”, se revolta.
Não é a primeira vez que eles falam sobre o plano de levar moradores de Gaza para países vizinhos. Segundo Netanyahu, os que quiserem ficar terão esse direito, mas viverão presos, sem poder sair ou entrar no próprio território, já que Israel afirmou que pretende manter o controle da Faixa de Gaza mesmo após o fim da guerra.
Entidades internacionais de direitos humanos classificam a proposta israelense de limpeza étnica.
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