O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou, nesta sexta-feira (4), um painel de dados sobre um dos crimes mais graves contra os direitos humanos: o tráfico de pessoas. A ideia do painel é fornecer informações necessárias para apoiar a formulação de políticas públicas e informar a sociedade sobre as maneiras de evitar essas ocorrências.
Dados revelam que há uma baixa resolução nos casos de tráfico de pessoas, quando se compara o volume de denúncias e inquéritos abertos com a quantidade de julgamentos. Segundo o Ministério da Justiça, isso acontece pela complexidade das investigações e as dificuldades de identificação das vítimas.
São considerados casos de tráfico: adoção ilegal, exploração sexual, servidão, trabalho em condições análogas à escravidão e até tráfico para a remoção de órgãos.
Pelo canal de denúncias de crimes cibernéticos, foram registradas 972 queixas de tráfico de pessoas em 2024, número que representa um aumento de 20% em relação a 2023. Além disso, no ano passado foram registradas 69 denúncias anônimas pelo Disque 100 e 304 pelo SUS. Outro dado que chama a atenção é o registro de possíveis vítimas em consulados brasileiros, que chegou a 63 em 2024. A maior parte das vítimas estava nas Filipinas, e mais da metade delas foi aliciada para trabalho em plataformas digitais de apostas.
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