Caso o cenário permaneça assim, a indústria brasileira que exporta para os Estados Unidos terá pela frente uma situação bastante desafiadora. Uma taxação de 50% sobre os produtos significa enfrentar aumento de custos, redução nas vendas e dificuldades para competir no mercado estadunidense.
O principal destino das exportações de calçados brasileiros são os Estados Unidos, que compraram, no ano passado, 12 milhões de pares feitos no Brasil e pagaram 216 milhões de dólares. Neste ano, o volume exportado cresceu 13%. Mas o bom desempenho pode ficar comprometido. A tarifa cobrada pelos americanos era, inicialmente, de 17%, depois mais 10%, já com a política de Trump, e agora vem mais 50%.
Outro setor que deve sentir o impacto é o de laranja. O Brasil é um dos principais produtores. São cerca de 12 milhões de toneladas por ano, o que representa 34% de toda a produção mundial. Os Estados Unidos respondem por 41% da exportação.
Os Estados Unidos estão entre os maiores parceiros comerciais do Brasil. No ano passado, as exportações para o país norte-americano atingiram 40 bilhões de dólares, uma alta de 9% em relação ao ano anterior. Mas agora o que aumenta são as incertezas.
Diversos setores no Brasil podem sentir os efeitos negativos das tarifas, se elas forem de fato praticadas. Mas, para Welber Barral, especialista em comércio internacional, os próprios consumidores americanos podem ser impactados. O mais importante agora são as negociações.
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