A taxação de 50% imposta pelo presidente Donald Trump ao Brasil tem gerado preocupação também em relação à manutenção de empregos nos setores que mais exportam para os Estados Unidos.
De acordo com um grupo de estudos da Universidade Federal de Minas Gerais, a taxa extra pode impactar mais de 100 mil postos de trabalho no país.
O setor de calçados está entre os mais preocupados. Franca, no interior do estado de São Paulo, é um dos polos da produção. Por lá, cerca de 200 empresas empregam em torno de 30 mil trabalhadores.
No ano passado, os Estados Unidos responderam por 40% das exportações da cidade, totalizando 23 milhões de dólares.
Segundo o sindicato da categoria, com uma tarifa de 50%, a exportação fica comprometida — o que pode levar a demissões.
O grupo de estudos da UFMG estimou que as tarifas impostas por Trump podem resultar na perda de 110 mil postos de trabalho no país e numa contração do PIB de 0,16%, o que representa um impacto de R$ 19,2 bilhões.
O estado de São Paulo seria o mais afetado, com perdas estimadas em R$ 4,5 bilhões.
Entre os produtos mais exportados para os Estados Unidos estão café, aeronaves, óleos combustíveis, sucos de frutas e carne bovina.
Só esse setor reúne cerca de 1 milhão de empregos diretos. Trinta por cento da produção nacional de carne bovina vai para exportação — e os Estados Unidos são um dos principais compradores.
As tarifas de 50% podem ter impactos diferentes, dependendo do setor. O agronegócio e a exportação de minérios tendem a sentir menos do que os produtos industrializados..
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