Os Estados Unidos são o principal parceiro comercial do Brasil no mercado de produtos para saúde e dispositivos médicos, e as novas tarifas divulgadas pelo presidente Donald Trump preocupam os representantes do setor.
O valor das exportações brasileiras para os Estados Unidos foi de cerca de US$ 183 milhões no ano passado. Além disso, o Brasil importou dos norte-americanos quase 10 vezes mais do que esse valor, aproximadamente US$ 1,2 bilhão. Por isso, o setor teme o desabastecimento, caso seja aplicada a Lei Brasileira da Reciprocidade, quando os produtos importados dos Estados Unidos também seriam taxados em 50%.
A expectativa do setor é que haja uma conversa diplomática para um acordo. Além dos Estados Unidos, países como Alemanha e China também são importantes para o país.
O Brasil já lidou com a interrupção de mercados fornecedores durante a pandemia da covid-19. Segundo a Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial, existe uma tendência de trazer para mercados regionais e locais a produção do que é possível, e há, inclusive, um direcionamento da Organização Mundial da Saúde nesse sentido. Outra alternativa é firmar acordos comerciais com outros países.
Ainda segundo o setor, embora todos percam num primeiro momento, é o mercado estadunidense que deve perder mais a longo prazo.
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