O presidente Lula falou sobre a Conferência do Clima, que acontece em novembro. Ele disse que é importante fazer a COP em Belém (PA) para mostrar a real situação da Amazônia e dos povos que moram no local.
Mas, a menos de três meses para conferência, menos de 50 países confirmaram presença na COP30.
A organização do evento enfrenta pressão da Organização das Nações Unidas (ONU) por causa dos altos custos de hospedagem, que ameaçam a participação de nações mais pobres.
Até agora, apenas 47 países — dos mais de 190 que demonstraram interesse — confirmaram presença oficial na COP30. O principal entrave em Belém é o preço das diárias.
Em uma pesquisa rápida, é possível encontrar hospedagens de mais de 1 milhão de reais para apenas duas pessoas, no período de 10 a 21 de novembro.
"Nós somos uma democracia, nós temos limites de intervenção no setor privado. Estamos fazendo, nos limites do que a legislação brasileira permite, negociações para que os preços possam baixar em Belém. E estamos garantindo que a participação dos negociadores seja garantida em Belém", disse Miriam Belchior, secretária-executiva da Casa Civil.
Diante da baixa adesão até agora, as Nações Unidas pediram que o Brasil financie parte dos custos para garantir a participação das delegações mais vulneráveis. Mas o governo deixou claro que não vai usar dinheiro público para bancar hospedagem.
"O governo brasileiro já está arcando com custos significativos para a realização da COP. Por isso, não há como arcar com subsídio para delegações de outros países, inclusive delegações de países que são mais ricos que o Brasil", complementou a secretária-executiva.
Um dos pedidos do Brasil é que a ONU aumente o valor do subsídio de diárias para Belém, hoje fixado em 144 dólares, o equivalente a 780 reais. O governo defende que o auxílio chegue a valores pagos para eventos no Rio de Janeiro e em São Paulo, para que cubra os preços praticados no mercado local.
Enquanto isso, uma força-tarefa do Brasil auxilia países mais pobres na busca por reservas, e o número de diárias na plataforma de hospedagem oficial foi flexibilizado.
A expectativa é de que essas medidas garantam maior presença internacional na conferência, que promete ser histórica para a Amazônia.
"A gente quer que as pessoas vejam a real situação da floresta, dos nossos rios, dos nossos povos que moram lá para a gente saber que temos uma tarefa quase hercúlea para que a gente possa cuidar dessa questão climática", declarou o presidente Lula.
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