A Corregedoria da Câmara começou a analisar, nesta segunda-feira (11), os pedidos de afastamento dos deputados que participaram do motim que paralisou os trabalhos do Congresso Nacional na semana passada. O grupo ocupou as mesas diretoras da Câmara e do Senado com a intenção de pautar projetos para anistiar os condenados pela tentativa de golpe de Estado e também acabar com o foro privilegiado.
O corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA), tem até quarta-feira (13) para apresentar o parecer sobre a suspensão dos mandatos dos parlamentares acusados. Depois, o processo segue para o Conselho de Ética. No entanto, se a corregedoria optar por uma comissão mais branda, como uma censura, a própria mesa diretora da Casa poderá aplicar essas punições, sem a necessidade de passar por outras instâncias
Ao todo, são 14 deputados que tiveram pedido de suspensão encaminhados à Corregedoria — 12 do PL, 1 do PP e 1 do Novo.
Nesta terça-feira (12), o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), se reúne com o colégio de líderes para definir a pauta de votação da Casa. Hoje, Motta disse que, entre as prioridades, estarão medidas para proteger a economia e os exportadores contra o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos.
Além disso, ele também citou projetos para proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Nessa reunião, os partidos da base vão cobrar que não seja pautada anistia aos golpistas, nem projetos que dificultem as investigações contra parlamentares acusados na Justiça.
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