O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deixou o Brasil e tirou uma licença. Morando nos Estados Unidos, admitiu publicamente que trabalha para que os Estados Unidos pressionem o Brasil a interromper o processo judicial sobre o plano de golpe de Estado.
O resultado das ações do deputado tem sido um enorme prejuízo por causa de barreiras comerciais repentinas impostas pelos EUA. A questão que ocorre agora é que o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados vai avaliar se Eduardo Bolsonaro deve continuar ou não com o mandato. Quatro pedidos de cassação dele foram encaminhados hoje pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao Conselho de Ética da Casa.
Os pedidos de cassação estavam travados na mesa diretora da Câmara há semanas e hoje foram despachados para o Conselho de Ética da Casa. São três denúncias do PT e uma do PSOL. Os documentos pedem a cassação do deputado por quebra de decoro parlamentar, porque ele estaria atuando contra o Brasil e a favor de sanções dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
A presidência do Conselho de Ética informou que a abertura das investigações não deve ocorrer na próxima semana por falta de tempo, porque o colegiado recebeu 20 pedidos no total, contra Eduardo e outros deputados.
Julgamento de Bolsonaro
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou o julgamento do Núcleo 1 da tentativa de golpe de Estado. As sessões serão nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. Sempre das 9h às 12h. Nos dias 2, 9 e 12 também serão realizadas sessões das 14h às 19h.
Serão julgados o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus do chamado núcleo crucial, que reúne os supostos líderes da tentativa de golpe de Estado. Esse é o primeiro julgamento agendado; ainda não há data para as decisões dos outros núcleos desse processo.
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