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Defesa de Bolsonaro pede revogação de prisão e nega tentativa de fuga

Repórter Brasil

No AR em 22/08/2025 - 19:00

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou explicações sobre os apontamentos da Polícia Federal de descumprimentos de medidas cautelares. Os documentos foram revelados ao longo da semana por uma investigação da Polícia Federal a partir de um celular do ex-presidente. O prazo para esclarecimento dado pelo ministro Alexandre de Moraes se encerrava às 8h34.

 Em resumo, a defesa afirmou que não houve descumprimento de medidas cautelares, que Jair Bolsonaro não conversou com outros réus do julgamento da tentativa de golpe de Estado e que tampouco tentou fugir do país.

A defesa explica que o inquérito da Polícia Federal é uma forma de desmoralizar o ex-presidente e que conseguiu o que queria: manchetes de jornais e calúnias contra ele. Alega ainda que se trata de uma peça política e que as mensagens são privadas, sem trazer informações consistentes contra Bolsonaro.

Sobre a acusação de lavagem de dinheiro por causa de movimentações em contas bancárias do ex-presidente, a defesa esclarece que só se pode falar em lavagem quando não se sabe a origem dos recursos. No caso, afirma que a origem é declarada e que as transferências foram feitas entre familiares — com a esposa e o filho —, não havendo ilicitude.

Em relação à suposta tentativa de fuga, a defesa sustenta que o processo criminal só foi aberto muito tempo depois da redação da chamada minuta de pedido de asilo para a Argentina. Alega ainda que o documento não teria sido escrito pelo ex-presidente, mas possivelmente por algum familiar, e que Bolsonaro não descumpriu a proibição de deixar o país.

A defesa também argumenta que não houve descumprimento da proibição de publicar em redes sociais, porque as mensagens citadas seriam de terceiros, não de Jair Bolsonaro.

Em resumo, a peça declara que não houve crime da parte do ex-presidente.

A defesa acrescenta ainda um tom ácido, dizendo que existe uma espécie de perseguição judicial contra Bolsonaro. Reforça que a minuta de pedido de asilo político teria sido escrita em 2024 e estaria sendo usada agora, mas caberá ao juiz avaliar se pode ou não ser considerada prova.

Pedido de prisão preventiva

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Criado em 22/08/2025 - 23:20

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