O Brasil conseguiu diminuir em 90% a mortalidade de bebês de até 1 ano de vida nas últimas sete décadas. O resultado é fruto da aplicação de políticas públicas, que incluem a expansão da rede de saúde e campanhas de vacinação.
Em 1950, a cada mil crianças nascidas vivas, o Brasil registrava 158 mortes antes que elas completassem 1 ano de vida. Este foi o cenário encontrado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), quando começou a atuar no país, visando promover e defender os direitos das crianças e adolescentes.
Segundo a agência da ONU, em 2022, a mortalidade infantil no Brasil caiu para 12 mortes a cada mil bebês nascidos vivos. Entre os motivos para a melhora nesses números estão o cuidado desde o pré-natal até o desenvolvimento da criança, o aumento da vacinação e a realização de campanhas nacionais para estimular a amamentação.
Soro caseiro
Para evitar a desidratação causada pela diarreia, que é um dos problemas mais comuns que afetam a saúde infantil, a Pastoral da Criança, com apoio técnico do Unicef, fez campanhas nos anos 1980 de incentivo ao uso do soro caseiro.
“O soro de reidratação é uma medida eficaz, barata, fácil e que salva vidas, né? Então é importante a gente continuar as campanhas de educação em saúde de uma forma geral, né? Educando a população a fazer o soro de reidratação, a identificar sinais de gravidade, a identificar quando é necessário ir a uma emergência ou não”, defende a pediatra Larissa Dias.
Atenção primária e educação
O aumento da rede pública de saúde também foi essencial para a proteção dos bebês. Para isso, foram implementados programas como o de Agentes Comunitários de Saúde, o ‘Saúde da Família’ e o Programa Nacional de Imunizações, que tornou o Brasil referência em vacinação infantil.
“Junto dessa mudança da saúde, nós tivemos também uma mudança na educação. Só para a gente lembrar, em 1950, mais da metade da população brasileira era analfabeta, né? Hoje, quase 95% da população é alfabetizada. Então isso também tem um impacto, né, no desenvolvimento da criança. Quando tu melhora a escolaridade dos pais, da mãe, do pai, dos cuidadores, melhor é o desenvolvimento da criança”, reafirma Mario Volpi, coordenador de Desenvolvimento de Jovens e Adolescentes do Unicef Brasil.
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