A Justiça italiana mantém a prisão cautelar da deputada licenciada Carla Zambelli, do PL de São Paulo. A decisão rejeitou o pedido da defesa da parlamentar para que Zambelli ficasse em prisão domiciliar.
Para manter a prisão, o tribunal em Roma justificou que não havia falha no processo que levou à prisão de Carla Zambelli e, por isso, rejeitou o pedido da defesa para que ela fosse transferida para prisão domiciliar. A Corte acolheu as manifestações da Advocacia-Geral da União (AGU), que apresentou argumentos reconhecendo a validade do mandado de prisão emitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e da inclusão de Zambelli na lista vermelha da Interpol, usada para localizar a deputada na Itália.
A defesa alegava problemas de saúde, além de questionar a legalidade do procedimento, mas o tribunal manteve a prisão cautelar para fins de extradição.
Carla Zambelli foi condenada a dez anos de prisão pelo Supremo, acusada de ser a autora intelectual da invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça em 2023, fraude que resultou na emissão de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. O hacker Walter Delgatti confessou ter executado a ação a mando da parlamentar.
Depois da condenação, Zambelli fugiu do Brasil usando a cidadania italiana, mas acabou presa em Roma em julho. Agora, o processo de extradição corre na Justiça da Itália, enquanto no Brasil ela ainda responde a outras ações, inclusive de cassação do mandato na Câmara.
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