A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS concentrou, nesta quinta-feira (18), os trabalhos no depoimento do advogado Nelson Wilians, suspeito de participação no esquema de fraudes. Ele nega as acusações
O advogado Nelson Wilians Fratoni Rodrigues abriu os testemunhos da CPMI do INSS hoje. Ele estava munido de habeas corpus concedido pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, que lhe garantiu o direito de permanecer em silêncio. Wilians se recusou a assinar o termo de compromisso com a verdade e negou qualquer envolvimento em fraudes na Previdência.
Ele também disse que não conhece Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, considerado o grande lobista do esquema. Mas confirmou que conhece o empresário Maurício Camisotti desde 2015. Camisotti é investigado em fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas.
Depois de responder a poucas perguntas, Nelson Wilians decidiu permanecer em silêncio pelo restante da sessão. Ele foi convocado por ter transações bancárias suspeitas com Camisotti e chegou a ser alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal.
Na parte inicial da reunião, a CPMI do INSS aprovou 174 novos requerimentos, entre eles o pedido para que o ministro do STF André Mendonça apresente informações sobre parlamentares citados em investigações ligadas à operação da Polícia Federal que apura os descontos indevidos. Também ficou definido que ex-ministros não seriam convocados, mas apenas convidados a comparecer à CPMI, o que, na prática, desobriga a presença.
Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.