Apesar do negacionismo de alguns grupos, as mudanças climáticas já trazem sérios impactos ao planeta: recordes sucessivos de temperatura, ondas de calor, eventos climáticos. Tudo isso leva a desastres ecológicos para todos, inclusive os negacionistas. Esses impactos estão no centro das discussões da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que acontece em novembro, em Belém. Para os cientistas, é preciso repensar agora o modelo de desenvolvimento das sociedades.
Há cerca de 200 anos, o Brasil foi o destino de naturalistas europeus que, por diversos motivos, queriam registrar a riqueza da biodiversidade. Hoje, espécies desconhecidas da ciência continuam a ser identificadas, só que num contexto diferente: o da ameaça que vem com as mudanças climáticas. A degradação dos ecossistemas dá senso de urgência às pesquisas.
A discussão sobre o rompimento dos limites do planeta vem se aprofundando desde a década de 70. Em 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92, consagrou o conceito de Desenvolvimento Sustentável. Mas a discussão sobre mudanças climáticas só aconteceria de forma ampla nos anos 2000. O Observatório Climático Copérnicos, da União Europeia, apontou que o primeiro mês deste ano foi o janeiro mais quente da história.
São marcas de um período que os cientistas vêm chamando de Antropoceno, quando as interferências humanas alteraram o equilíbrio dos ecossistemas do planeta. Elas seriam os sinais de uma nova era geológica com consequências ainda desconhecidas. Os padrões se alteram de diversas formas. Seca na Amazônia, incêndios no Pantanal, enchentes no Rio Grande do Sul e aumento da temperatura da superfície do mar.
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