Os ventos fortes, nesta época do ano, mudam a rotina de muitos pescadores no Ceará. A insegurança no mar faz com que as embarcações fiquem em terra firme, e isso impacta diretamente no bolso de quem vende e também de quem consome peixe.
Entre agosto e outubro, os ventos mais intensos dificultam a saída das embarcações para o mar e aumentam o perigo para os pescadores. O pescador Jonas Cruz está com o leme do barco quebrado por causa da força da maré. Na beira-mar de Fortaleza, várias embarcações estão precisando de conserto, exatamente por causa da mudança ocasionada pelos ventos.
Para os pescadores artesanais, o risco é grande. O mar agitado aumenta as chances de acidentes e tragédias, como as registradas nos últimos dias, quando jangadas que saíram de Paracuru não e retornaram. Eles foram resgatados por outras embarcações.
A força da maré diminui a quantidade de pescado trazido para terra. Consequentemente, a procura vai ser maior que a oferta. No Mercado do Mucuripe, o reflexo já é sentido: pargo, cavala e outros peixes estão mais caros. E os consumidores têm buscado alternativas, como tilápia ou camarão.
Além da preocupação com a mesa dos consumidores, a situação também pesa para os permissionários que vivem da venda de pescado. Para eles, cada dia sem peixe disponível significa prejuízo. Nesta época do ano, a mercadoria chega a subir até 30%
O fenômeno é monitorado diariamente pela Funceme, que acompanha a velocidade e direção dos ventos, além da temperatura das águas.
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