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Estudo aponta que 2 milhões de brasileiros vivem ameaçados de despejo

Repórter Brasil

No AR em 24/09/2025 - 19:00

Um levantamento da campanha Despejo Zero aponta que mais de dois milhões de brasileiros vivem ameaçados de despejo ou remoção dos lugares onde moram. Segundo a pesquisa, esse cenário faz parte de uma realidade ainda mais complexa, que envolve déficit habitacional, pessoas desabrigadas por desastres naturais e milhares em situação de rua.

A comunidade do Morro do Amor, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, existe há mais de 30 anos. As casas de alvenaria receberam recentemente água encanada e abrigam famílias que teriam dificuldades em pagar um aluguel em outro lugar. Um dos moradores lembra que o auxílio social oferecido no passado não cobria o valor dos aluguéis fora da comunidade, que superam R$ 1 mil.

Apesar disso, uma ação do Ministério Público pede a remoção das 140 famílias por se tratar de uma área de encosta, sujeita a deslizamentos. Os moradores contestam a decisão, alegam que nunca houve acidentes do tipo no local e apontam laudos que reforçam a permanência. A ameaça de despejo é uma preocupação constante para quem vive por lá.

Criada durante a pandemia de covid-19, a campanha Despejo Zero acompanha a luta por moradia em todo o país. Atualmente, mais de dois milhões de pessoas correm o risco de perder suas residências, muitas delas em áreas rurais ou urbanas ocupadas para garantir um lugar onde viver.

O levantamento mostra ainda que aproximadamente sete em cada dez dessas pessoas são negras, e seis em cada dez são mulheres. Para especialistas, os números revelam uma dívida histórica do Brasil com a população mais vulnerável. A falta de moradia adequada é apontada como violação de direitos básicos, já que ter um teto e uma terra é a porta de entrada para a dignidade e para outros direitos fundamentais, como saúde, educação e bem-estar.

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Criado em 24/09/2025 - 23:15

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