Assim como a doação de medula óssea pode salvar vidas, a doação de órgão também é decisiva para milhares de brasileiros que aguardam por um transplante.
No Rio Grande do Sul, a fila cresceu 25% em apenas um ano. Em 2016, a fotógrafa Carmem Ribeiro foi diagnosticada com cirrose metabólica, que é causada pelo acúmulo de gordura, devido a problemas como obesidade e diabetes e não pelo consumo de álcool ou vírus.
O tratamento com medicação deixou de fazer efeito e a doença evoluiu ao ponto de precisar de um transplante de fígado. Enquanto aguarda um doador, ela sofre diariamente com os sintomas.
Paciente da Santa Casa de Porto Alegre, a estimativa é de que o transplante ocorra só daqui um ano e meio. Para amenizar essa espera tão difícil, ela conta com o apoio da família e dos amigos.
Dados do Ministério da Saúde de 2025 apontam que em um ano houve crescimento de 25% do número de pessoas na fila do transplante no Rio Grande do Sul, o que corresponde a 3 mil pacientes.
O transplante de órgãos é o mais aguardado, seguido do transplante de córneas. Diante deste cenário preocupante, a Santa Casa de Porto Alegre lançou a campanha "A Vida Cabe no Seu Sim" propondo uma reflexão sobre a importância de as pessoas dizerem à família a vontade de ser doador.
O complexo hospitalar tem um centro de transplantes no Hospital Dom Vicente Scherer, referência internacional no procedimento, que concentra 60% dos transplantes de órgãos realizados no Rio Grande do Sul - abrangendo rim, fígado, pulmão e coração.
A médica cardiologista Joana Junqueira também explica os fatores que contribuem para esse aumento de pessoas na lista de doação de órgãos. Carmem, desde a adolescência conversou com a família sobre sua vontade de ser doadora e nunca imaginou que pudesse precisar de um órgão. Sem perder a esperança, ela faz um apelo.
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