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Hamas diz que estuda proposta de Trump para fim dos ataques em Gaza

Repórter Brasil

No AR em 30/09/2025 - 19:00

O Hamas disse que está estudando a proposta do presidente Donald Trump para o fim da guerra na Faixa de Gaza, mas não deu prazo para a resposta.

Trump afirmou que pode esperar três ou quatro dias antes de dar carta branca para Israel terminar de destruir o território.

O governo do Catar afirmou hoje que teve conversas com negociadores do Hamas juntamente com a Arábia Saudita e o Egito. E que haverá novas conversas na quinta-feira, com a presença também da Turquia.

Não se sabe, porém, se o encontro será presencial, já que da última vez que líderes do Hamas se reuniram na capital do Catar, Doha, Israel bombardeou o local.

O Hamas também já afirmou que está estudando o documento, mas não deu prazo para uma resposta. O presidente Trump disse que o grupo tem três ou quatro dias para se manifestar. Caso contrário, Israel terá carta branca para terminar o trabalho — ou seja, acabar de destruir a Faixa de Gaza.

O plano apresentado por Trump traz uma série de princípios, mas, segundo especialistas, ainda seria preciso trabalhar nos detalhes do acordo para só então chegar ao fim do massacre.

Entre os pontos do documento está a promessa de anistia para integrantes do Hamas que entregarem as armas. Eles poderão ficar exilados em outros países.

O documento foi bem recebido pela comunidade internacional. Países como Espanha, Alemanha e Rússia disseram esperar que o acordo seja implementado. E as Nações Unidas afirmaram que estão prontas para aumentar a ajuda humanitária na região.

Mas o acordo também traz pontos polêmicos. Um deles é o desejo de Trump de que o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair integre o conselho que deverá governar temporariamente a Faixa de Gaza. A escolha é mal vista pelos países árabes e deve ser recusada pela população palestina, por causa do envolvimento de Blair na guerra do Iraque.

O outro, talvez o mais crucial, diz respeito à criação de um Estado palestino. O documento de Trump diz que Israel não anexará a Faixa de Gaza, mas não cita a Cisjordânia, que também é território palestino e vem sendo ocupada sistematicamente por colonos judeus. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e ministros importantes de seu governo também rechaçam duramente a criação da Palestina. Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, Netanyahu disse que um Estado palestino nunca poderá existir.

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Criado em 30/09/2025 - 23:30

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