A alta no número de casos de hepatite A no país, acompanhada de mudanças no perfil dos infectados, reforça a importância da vacinação e da prevenção. Transmitida principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados e também por relações sexuais, a doença cresce sobretudo entre os jovens.
Após uma década de queda expressiva no número de casos, o Brasil voltou a registrar alta significativa. Entre 2022 e 2024, a taxa de incidência subiu 325%, impulsionada principalmente pelo aumento entre jovens do sexo masculino das regiões Sul e Sudeste. Em 2022, surtos semelhantes já haviam ocorrido nos Estados Unidos e na Europa.
A vacina contra hepatite A é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2014. No início, a imunização foi aplicada apenas em bebês, o que significa que apenas quem tem hoje até 11 anos recebeu a dose ainda na infância.
Alguns cuidados básicos ajudam a evitar a contaminação: sempre lavar as mãos, higienizar bem frutas e verduras, cozinhar os alimentos e lembrar que o congelamento não elimina o vírus.
Atualmente, crianças são vacinadas aos 15 meses de idade. Para pessoas acima de um ano, o esquema é de duas doses, oferecidas gratuitamente a grupos específicos, como pessoas com hepatite B ou C, pessoas vivendo com HIV e usuários de PrEP (profilaxia pré-exposição ao HIV).
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