Palestinos tentam fugir do local em direção ao sul. A principal rota de fuga, a estrada do litoral, ficou totalmente congestionada com a quantidade de famílias que tentam fugir dos bombardeios desde o início da semana. Quem ainda está na cidade recebeu avisos, vindos do céu, para partir. O exército israelense disse que abriu uma outra rota de fuga, mas ela irá funcionar apenas pelas próximas 24 horas.
Mohammed Al-Bayari disse que essa é a segunda vez que precisa se deslocar. "Agora temos que ir para onde os judeus nos mandam. Eu temo principalmente pelos meus 4 filhos", disse.
Israel estima que cerca de 350 mil palestinos já deixaram a Cidade de Gaza. Antes da nova ofensiva, o local abrigava quase 1 milhão de pessoas. Muitas chegaram fugindo de outras zonas bombardeadas.
Repercussões
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, voltou a criticar a ofensiva israelense. Ele disse que civis estão sendo assassinados de maneira que ele nunca viu em qualquer outro conflito e afirmou que o massacre de Gaza é algo moral, político e legalmente intolerável.
A Comissão Europeia também propôs suspender acordos de livre comércio sobre produtos israelenses. O objetivo, segundo a chefe da política externa do bloco, Kaja Kallas, é pressionar pelo fim do massacre. Ela também disse que ministros israelenses, colonos judeus que ocupam territórios palestinos de forma ilegal e integrantes do Hamas receberão sanções da União Europeia.
O papa Leão XIV denunciou as condições "inaceitáveis" enfrentadas pelos palestinos em Gaza, expressando solidariedade aos civis e renovando seu apelo por um cessar-fogo na guerra entre Israel e o Hamas.
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