A construção de um mega condomínio aumenta a oferta de apartamentos na vizinhança e pode representar a chance de realizar o sonho da casa própria. Mas também pode trazer impactos significativos, como o aumento da demanda por transporte e energia.
É o que a gente vai ver hoje na segunda reportagem da série sobre os mega condomínios.
No Brasil, o déficit habitacional chega a cerca de 6 milhões de moradias. A maioria das famílias afetadas recebe até dois salários mínimos por mês. Gastar mais de 30% da renda com aluguel é a principal causa desse déficit.
Morar em um mega condomínio pode ser a realização do sonho da casa própria, com acesso a lazer por um valor acessível. Muitos desses empreendimentos têm unidades dentro das regras do programa Minha Casa, Minha Vida.
Mas, em locais onde antes moravam poucas pessoas e passam a viver milhares, surgem problemas. O aumento da demanda por energia elétrica é um deles. Neste condomínio, por exemplo, em um único dia, houve 14 quedas de luz.
Como grandes terrenos no centro da cidade são cada vez mais raros e caros, a procura por imóveis se desloca para regiões afastadas, onde o metro quadrado é mais acessível e há espaço para erguer mega empreendimentos. Mas qual é o impacto dessas “ilhas megapovoadas” para o entorno?
Se, por um lado, conseguir fazer o mega condomínio dentro de uma área que já tem infraestrutura é algo positivo, porque você não precisa criar do zero uma estrutura para atender mais pessoas, por outro, é preciso pensar no impacto da chegada dessa população em termos de novas demandas.
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