O Mercosul assinou, nesta terça-feira (16) um acordo de livre comércio com a EFTA, bloco integrado por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. A assinatura aconteceu durante o encontro de chanceleres, presidido pelo Brasil, no Rio de Janeiro. Com a parceria, a expectativa é que as trocas comerciais do Brasil em acordos aumentem 10%, cerca de 7 bilhões de dólares.
O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio foi assinado na biblioteca do Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, por representantes dos países que integram os blocos econômicos.
Pelo acordo, a EFTA eliminará 100% das tarifas de importação dos setores industrial e pesqueiro. Alguns produtos terão cota tarifária. Já o percentual de livre comércio do Brasil vai ser de 97%.
Entre os itens excluídos do acordo estão compras relacionadas ao SUS. Também está assegurada a possibilidade de realizar encomendas tecnológicas com empresas nacionais. Essas medidas são importantes para preservar a flexibilidade do Brasil nas contratações públicas.
Um dos destaques do acordo é o compromisso com a utilização de matriz elétrica limpa e com metas ambientais.
As negociações entre o Mercosul e a EFTA começaram em 2017. Os países que compõem os blocos somam 300 milhões de consumidores e PIB de mais de US$ 4 trilhões.
Com a parceria entre o Mercosul e a EFTA, as trocas comerciais do Brasil em acordos podem aumentar 10%, cerca de US$ 7 bilhões.
Mas o acordo não entra em vigor imediatamente. Ainda é necessário enviar os termos para aprovação interna de cada país. Aqui, é preciso passar pelo Congresso Nacional.
O acordo do Mercosul com a EFTA é visto como uma sinalização positiva ao comércio internacional, que contrapõe recentes endurecimentos, como a guerra tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.