Segundo o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) aqui do Brasil, uma queda nas exportações de café do Brasil para o mundo todo já era esperada. Primeiro, porque a safra deste ano foi um pouco menor em relação à nossa capacidade produtiva. Além disso, as exportações de 2024 bateram recorde, o que deixou a base comparativa muito alta. Mas tudo isso foi potencializado pelo efeito do tarifário.
Com isso, a Alemanha então se tornou a nossa principal compradora no mês de agosto. Mas nem para a Alemanha as exportações de café aumentaram: ela pegou o lugar dos Estados Unidos. Para os Estados Unidos, houve queda de 46% em relação a agosto do ano passado e de 26% em relação a julho.
As exportações subiram para o Japão, que foi um destaque, e também para a Rússia. E, olha só, para os nossos concorrentes, para os países exportadores de café: México, com aumento de 90%, e Colômbia, com aumento de quase 580%. O que evidencia, segundo o Cecafé, que está faltando café no mundo.
Aí, o efeito colateral desse tarifário do trânsito, que teve algum ponto positivo para o Brasil, foi que ele deu uma bagunçada no comércio internacional. E aí o preço internacional do café ficou mais volúvel e teve uma alta. Com isso, apesar da queda nas exportações do Brasil, as receitas cambiais, que são os valores e a quantidade de moeda estrangeira que a gente recebeu por conta da venda do café, aumentaram e bateram até recorde.
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