Depois da ministra Cármen Lúcia, foi a vez do último voto, que coube ao presidente da primeira turma, ministro Cristiano Zanin. Para Zanin, os acusados tinham como objetivo romper o Estado democrático de direito, usando, para isso, as Forças Armadas. Ele também concordou com o relator e com a PGR, identificando o ex-presidente Jair Bolsonaro como líder e principal beneficiado das ações.
Zanin concordou com todos os pontos levantados pelos advogados de defesa e já partiu para a análise dos crimes. Analisou os cinco crimes que foram propostos pela Procuradoria-Geral da República e disse que os cinco devem, sim, ser considerados na pena.
Sobre a tentativa de golpe de Estado, disse que não há possibilidade de acumular esses crimes, por se tratar de crimes contra a democracia. Falou ainda sobre a ruptura do Estado democrático de direito, a utilização de órgãos públicos para promover um golpe e todo o aparato da organização criminosa, que atuou de forma sequencial e organizada por muito tempo.
Por fim, afirmou que responsabilizar de forma correta quem atuou pela ruptura institucional é fundamental para a pacificação do país e também para a consolidação do Estado democrático de direito.
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