Israel iniciou, nesta terça-feira (16), uma nova ofensiva terrestre contra a cidade de Gaza. Gaza é a maior cidade do território palestino e já chegou a abrigar um milhão de pessoas. O local é considerado por Israel como o último reduto do grupo Hamas. A invasão terrestre começou após uma madrugada de fortes bombardeios aéreos.
O porta-voz do Exército israelense afirmou que o objetivo é recuperar os reféns e derrotar de vez o Hamas, e que a ofensiva irá prosseguir até que a meta seja alcançada. Ele também afirmou que mais tropas devem chegar ao local em breve.
O alto comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos, Volker Turk, criticou a ofensiva e pediu a Israel que pare com o que chamou de carnificina.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, afirmou que obrigar crianças a se deslocarem mais uma vez é desumano.
A invasão ocorre no mesmo dia em que um relatório feito por um comitê independente contratado pela ONU afirmou que Israel comete genocídio na Faixa de Gaza.
Segundo o documento, a conclusão foi baseada nos seguintes atos cometidos por Israel: matar civis; causar danos físicos ou mentais graves; impor deliberadamente más condições de vida para provocar a destruição dos palestinos; e impor medidas para evitar o nascimento de bebês palestinos.
O relatório cita bloqueios de ajuda humanitária, deslocamentos forçados e a destruição de uma clínica de fertilidade.
O embaixador israelense em Genebra, Daniel Meron, negou as acusações e chamou o relatório de escandaloso e falso.
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