A produção pecuária brasileira bateu recordes no ano passado, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (18) pelo IBGE. Quase todas as criações de animais cresceram em níveis históricos. E os produtos derivados também, com destaque para o leite, os ovos de galinha e o mel.
O Brasil manteve, em 2024, a impressionante marca de mais de 238 milhões de cabeças de gado. São quase 25 milhões de animais a mais do que a quantidade de pessoas. Essa enorme quantidade de bois e vacas significa muito dinheiro pra quem cria. As exportações de carne in natura bateram recorde e o faturamento dos pecuaristas cresceu quase 27%. O Centro-Oeste continua sendo a principal região produtora, mas o Nordeste foi onde o rebanho mais cresceu em relação a 2023.
Mas os bons resultados não vieram só dos bovinos. A criação de porcos subiu e manteve o país como 4º maior produtor do mundo. A região Sul é destaque, com mais da metade do rebanho de suínos.
O número de galinhas e outros galináceos subiu 1,7%, mantendo o Brasil como maior exportador de carne de frango. E com muita galinha também tem muito ovo. A produção tem crescido sem parar desde 1999 e chegou ao novo recorde de 5,4 bilhões de dúzias.
A produção de mel, que é concentrada no Nordeste, subiu quase 6% e gerou outro recorde.
O Nordeste também é o principal produtor de camarão. Quase toda a produção do país vem dessa região. Em 2024, foram mais de 146 mil toneladas. Também a quantidade mais alta já registrada pelo IBGE.
Com tantos recordes, 2024 foi um ano de altos ganhos para os criadores e donos de fazenda. O valor total da produção pecuária subiu quase 9% e passou dos R$132,8 bilhões.
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