A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, ao Supremo Tribunal Federal (STF), a condenação de nove dos dez réus do núcleo 3 da trama golpista. Fazem parte do grupo militares de forças especiais conhecidos como “kids pretos”, que são acusados de planejar ações táticas para efetivar o golpe, como o assassinato de autoridades.
O que chama a atenção é que, nas alegações finais, a Procuradoria acabou retirando um dos réus do pedido de condenação: o militar Ronald Ferreira Júnior. O procurador-geral da República recomenda que ele responda apenas por incitação ao crime, porque não há provas suficientes que comprovem sua ligação com a organização criminosa. Com isso, Ronald pode ter direito a um acordo para se livrar da prisão.
Os outros nove réus, segundo a PGR, atuaram para convencer o alto escalão do Exército a aderir ao plano golpista. Além disso, planejaram e executaram o monitoramento de autoridades, que tinha como um dos objetivos o assassinato do ministro do STF, Alexandre de Moraes, do presidente eleito Lula e do vice, Geraldo Alckmin.
A PGR ressalta que quase todas as fases desse plano foram documentadas pelos próprios réus. São gravações, textos, planilhas e trocas de mensagens.
Agora, as defesas têm 15 dias para apresentar suas alegações finais e, por fim, a 1ª Turma do STF vai marcar a data do julgamento.
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