Uma profissão que exige paciência e olhar atento tem ganhado espaço no mercado. São os restauradores, responsáveis por devolver vida a obras desgastadas pelo tempo e preservar a memória. Em Fortaleza, uma escola gratuita tem formado novos profissionais e ajudado a manter vivo o patrimônio cultural da região.
Nos ateliês da Escola Thomaz Pompeu Sobrinho, em Fortaleza, as telas respiram de novo. Cada pincelada dos alunos é uma tentativa de vencer o esquecimento e devolver às obras a dignidade perdida pelo tempo. Aqui, a prática é com peças reais do acervo do Ceará: um aprendizado que forma profissionais e, ao mesmo tempo, preserva a história.
Leandra já conhece bem o silêncio das bibliotecas, mas agora descobre outras formas de proteger a memória. Se antes cuidava das palavras, hoje aprende a salvar também as imagens e os traços que contam a história de um povo.
Entre os alunos está também Kilder Teixeira, sargento do Corpo de Bombeiros e artista. Acostumado a enfrentar o fogo, ele agora aprende a preservar o que resiste às chamas. No Museu do Corpo de Bombeiros, recém-inaugurado, caberá a ele restaurar obras que guardam parte da memória da corporação.
A Escola Thomaz Pompeu Sobrinho é gratuita e abre portas para um mercado em crescimento. Os restauradores encontram espaço em museus, arquivos, bibliotecas e coleções particulares.
O mercado da restauração é um mercado crescente e bastante rentável. Mas ser um restaurador não é tão simples quanto parece, requer formação técnica, com teoria e prática. Além disso, uma veia artística é indispensável. Além de muita minúcia e sensibilidade para concluir os trabalhos.
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