Mais de 12 milhões de brasileiros ainda usam lenha para cozinhar. Isso porque o valor do gás de cozinha, muitas vezes, impede que as famílias comprem o botijão. Os preços, em regra, seguem a cotação do petróleo no mercado internacional e, com as flutuações, é comum pesar no orçamento.
O Programa Gás do Povo mudou e vai incluir mais de 15 milhões de famílias no auxílio. O governo prevê que mais de 50 milhões de pessoas sejam beneficiadas. É uma forma de proteger os mais vulneráveis que, muitas vezes, são impactados por variações econômicas que ocorrem fora do Brasil.
O valor do vale, que antes era fixo, agora vai variar de acordo com a região onde o beneficiário mora.
O valor em dinheiro não será mais depositado. Em vez disso, as famílias terão acesso direto ao botijão nas revendas credenciadas, eliminando a intermediação. O novo formato, que começa a ser implementado ainda este ano, tem como objetivo principal combater a pobreza energética e proteger a saúde das famílias, que muitas vezes recorrem à lenha e outros combustíveis tóxicos.
Para ter direito ao Gás do Povo, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único, com renda de até meio salário mínimo por pessoa. Terão prioridade aquelas que já recebem o Bolsa Família. A quantidade de botijões por ano varia de acordo com o tamanho da família: três botijões para famílias com até duas pessoas; quatro para três pessoas; e até seis botijões por ano para famílias com quatro ou mais pessoas.
Mesmo com a ampliação e aperfeiçoamento do programa, especialistas alertam que a medida, sozinha, não resolve a questão da pobreza energética no Brasil. Para a assistente social Elaene Alves, é preciso um conjunto de políticas públicas para garantir o acesso a fontes de energia seguras e baratas para todos.
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