A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou nessa terça-feira (23/9) um projeto de lei que trata da reestruturação do quadro da Polícia Civil e prevê a volta de uma medida, no mínimo, controversa, conhecida como “gratificação faroeste”. A ideia da bonificação é premiar agentes que se destacarem em casos de apreensão de armas, em situações que envolvam o que os parlamentares chamaram de “neutralização de criminosos”. Um muito termo muito utilizado pelas polícias no Rio e em todo o Brasil, que na verdade significa morte ou assassinato. Ou seja, haverá uma recompensa para os policiais civis que matarem os acusados de crimes. O valor desta premiação será de 10% a 150% do salário desses policiais. Além da morte de supostos criminosos, os agentes também receberão gratificação pela apreensão de armas de grosso calibre, principalmente fuzis.
No passado já existiu, em 1995, uma lei semelhante que premiava policiais pelos chamados atos de bravura, incluindo a morte de supostos criminosos. E foi apelidada na época de “gratificação faroeste”. Ela acabou extinta depois de três anos, após muita polêmica, pela própria Alerj. Agora, o projeto aprovado vai a sanção, veto parcial o total do governador Cláudio Castro.
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