O voto do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, repercutiu bastante hoje no Congresso Nacional. De um lado, a oposição celebrou, dizendo que isso poderia fortalecer projetos de anistia. De outro, a base governista disse que o voto com divergências confirma que não há perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Para a oposição, o voto do ministro Fux foi positivo. A avaliação é que isso pode fortalecer projetos de anistia que tramitam aqui no Congresso. O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, disse que Fux mostrou imparcialidade ao defender, nas partes preliminares, anular o processo por considerar que a Corte não teria competência para julgar o caso. No meio da tarde, o deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, insinuou que ministros que seguirem o voto de Moraes podem receber sanções do governo Trump.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, classificou o voto como contraditório, uma vez que o próprio Fux votou por condenar todos os demais réus do 8 de Janeiro, que também não tinham foro privilegiado, pelos mesmos crimes do núcleo crucial da tentativa de golpe. E o deputado Rogério Correia, do PT, avaliou que, apesar de contraditório, o voto divergente de Luiz Fux demonstra que não há perseguição do Supremo contra Jair Bolsonaro.
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