Um ato na Associação Brasileira de Imprensa, a ABI, no Rio de Janeiro, homenageou as vítimas da ditadura militar e o jornalista Vladimir Herzog.
A morte de Vlado, como ele era conhecido entre os amigos, foi uma entre as 434 pessoas mortas ou desaparecidas durante a ditadura militar, números da Comissão Nacional da Verdade. Mas, o assassinato dele, após uma sessão de tortura, escancarou para a sociedade brasileira o que acontecia nos porões da ditadura. A versão oficial de suicídio, criada pelos militares, jamais foi aceita pelos críticos do regime ou os parentes e amigos de Vlado.
Esta homenagem de hoje, na Associação Brasileira de Imprensa, foi para lembrar não apenas Vladimir Herzog, mas todos os demais que morreram ou desapareceram pelas mãos do regime militar, que tomou de golpe o país em 1964.
O presidente da ABI, Octávio Costa, lembrou que na época a entidade, juntamente com o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, organizou um abaixo-assinado, com mais de mil assinaturas, pedindo a reabertura do caso.
Falaram no evento pessoas que viveram sob a ditadura e, inclusive, tiveram parentes presos, torturados e mortos. Segundo falaram várias vezes os presentes na ABI, é preciso lembrar para não repetir os erros do passado.
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