Subiu para cinco o número de mortes confirmadas por intoxicação por metanol em São Paulo. Três ocorreram na capital, duas em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e uma em Osasco, na Grande São Paulo. Ao todo, 181 casos estão em investigação e 20 já foram confirmados.
As autoridades realizaram 24 prisões e apreenderam quase 19 mil garrafas de bebidas. Hoje, mais um bar foi interditado — no total, 12 estabelecimentos já foram fechados.
E o estado de São Paulo deve receber amanhã o primeiro lote do medicamento Fomepizol, um antídoto contra a contaminação por metanol. A compra foi feita emergencialmente pelo Ministério da Saúde, de uma farmacêutica japonesa que mantém estoques do medicamento nos Estados Unidos. A carga deve chegar pela manhã, no aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo.
O Fomepizol é um medicamento que impede a metabolização do metanol pelo fígado. Por isso, é essencial que ele seja administrado logo após a identificação da intoxicação, antes que o corpo comece a processar a substância e causar danos ao organismo. Tanto o Fomepizol quanto o etanol farmacêutico só podem ser utilizados com acompanhamento médico.
De acordo com especialistas da Unesp, o Fomepizol reduz os riscos da intoxicação por metanol, mas não deve ser usado de forma preventiva. Isso porque o medicamento inibe o metabolismo de todos os tipos de álcool e, se for tomado sem necessidade, pode causar uma nova intoxicação.
Apesar das intoxicações por metanol preocuparem a população, o impacto no setor de bares e restaurantes tem sido pequeno. Apenas um em cada quatro estabelecimentos relatou queda no faturamento no último fim de semana. Segundo a Abrasel, associação de bares e restaurantes de São Paulo, os clientes continuam saindo para comer e beber fora, mas têm evitado destilados e dado preferência a bebidas mais difíceis de falsificar, como cerveja e vinho.
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