Nesta quarta-feira, familiares de 102 vítimas da ditadura-militar receberam as certidões de óbito retificadas em cerimônia na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

A entrega dos registros corrigidos foi feita pela ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo.
Para os familiares das vítimas da ditadura militar, a entrega das certidões de óbito retificadas marca o reconhecimento de que o Estado brasileiro cometeu graves violações de direitos humanos no período do regime militar.
As certidões de óbito foram corrigidas com a causa de morte registrada como não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro no contexto da perseguição sistemática à população identificada como dissidente política do regime ditatorial instaurado em 1964. Esse reconhecimento representa mais um passo na produção da memória coletiva sobre o que aconteceu na história do Brasil.
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