O monitoramento por satélites dos biomas brasileiros é um dos principais métodos para identificar e reduzir o desmatamento no país. Esse trabalho é feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, que hoje é referência internacional para a preservação do meio ambiente. É o que mostra a reportagem especial sobre os preparativos da COP30 no Brasil, que acontece no mês que vem.
Uma das armas mais eficientes contra o desmatamento funciona nesta sala. Raíssa Oliveira é analista de geoprocessamento. Ela analisa imagens de satélite da Amazônia para detectar áreas desmatadas. Acabou de encontrar uma região recentemente degradada na divisa entre o Amazonas e Rondônia, uma área equivalente a 34 campos de futebol.
As imagens são divididas em pequenos blocos e ampliadas. A inteligência artificial aponta as áreas com suspeita de desmatamento. Cabe ao analista avaliar uma a uma para confirmar se o dano foi causado por ação humana.
Nós estamos no Inpe, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que fica em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Por aqui, todos os biomas do país são monitorados praticamente em tempo real com o objetivo de coibir o desmatamento.
Raíssa faz parte do Prodes, o projeto do Inpe responsável pelo cálculo oficial das taxas de desmatamento. Criado em 1988, o sistema é a principal fonte de dados utilizada pelo governo para definir políticas públicas ambientais.
O foco de Felipe Petroni é o Pantanal. O analista conta que a perda de vegetação nativa vem diminuindo nos últimos anos. Ainda assim, ele acabou de identificar uma nova área desmatada em Poconé, no Mato Grosso.
O Inpe mantém ainda outras linhas de ação ligadas à proteção ambiental.
“O Deter é um projeto voltado principalmente para a fiscalização. Ele foi criado sob uma demanda do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente, justamente para quê? Para orientar as equipes de fiscalização no campo. E tem um terceiro projeto chamado TerraClass. O TerraClass é uma parceria entre Inpe e Embrapa, onde a gente olha para toda aquela área que já foi desmatada [...] e o que está acontecendo com essas áreas”, destaca Cláudio Almeida, coordenador do Programa BiomasBR.
Um dos maiores desafios do Inpe é o quadro de pessoal. Hoje, com metade dos 1,5 mil pesquisadores que o instituto já teve. Mesmo assim, o trabalho é destacado internacionalmente.
O desmatamento no Brasil caiu no último ano. Na Amazônia, a queda foi de 30%. No Cerrado, a redução chegou a 25%. Manter essa tendência de queda depende de vigilância constante e ações contínuas de proteção.
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