A análise do prontuário médico do estudante de medicina Marco Aurélio Acosta, morto por policiais militares em um bairro na zona sul de São Paulo, em outubro do ano passado, revela que o Corpo de Bombeiros levou o jovem a uma emergência que estava fechada em razão de superlotação.
Além do prontuário médico, a família de Marco Aurélio teve acesso também às imagens das câmeras corporais de outros policiais envolvidos na ação. Todo esse material, anexado ao processo, revela a omissão de socorro. As imagens mostram o momento em que ele é atingido a queima-roupa no abdômen e cai, rendido.
Mesmo assim, o policial militar continua a ameaçá-lo, afirmando que, se ele se mexesse, receberia outro disparo. Em vez de prestar ajuda, o policial segue questionando por que Marco Aurélio teria danificado o retrovisor da viatura, enquanto apenas acompanha a agonia da vítima.
Após o tiro, o socorro, em vez de levar o estudante ao hospital que fica a pouco mais de 50 metros do local — onde ele poderia ter recebido atendimento imediato —, o leva para o Hospital Ipiranga, a cerca de 5 km dali. O prontuário dessa emergência registra que os bombeiros encaminharam Marco Aurélio para aquele hospital mesmo sabendo que o aparelho de tomografia não estava funcionando, equipamento essencial para localizar o ferimento e tentar salvá-lo, e que a emergência estava fechada.
Além disso, as imagens da câmera corporal de outro policial militar mostram os bombeiros que o socorreram rindo, zombando do sofrimento e comentando a falta de equipamentos.
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