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Ministras estão no Rio para discutir medidas emergenciais de segurança

Repórter Brasil

No AR em 30/10/2025 - 19:00

Nesta quinta-feira (30), está sendo realizado no Rio de Janeiro um encontro entre as ministras Macaé Evaristo, dos Direitos Humanos, Anielle Franco, da Igualdade Racial, e parlamentares do estado para falar sobre as medidas emergenciais em relação à segurança do Rio de Janeiro. A criação do gabinete de crise corre na Assembleia Legislativa do Rio.

Entre as ações que serão implementadas está justamente transformar o "Rio Sem Chacina", uma iniciativa deste gabinete, em uma ação itinerante permanente. A iniciativa é da presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Alerj, deputada Dani Monteiro, em conjunto com a Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Reimont, e pelos ministérios dos Direitos Humanos e da Igualdade Racial. 

O gabinete de crise visa discutir ações urgentes diante das violações aos direitos humanos pelas operações policiais. Segundo destacou a deputada Dani Monteiro, não se pode naturalizar a barbárie. Foram apresentadas três propostas: uma carta com dez pontos, a realização da campanha "Rio Sem Massacre" e a realização de um relatório com tudo o que aconteceu nos complexos da Penha e do Alemão, para que isto fique gravado na história.

Mais cedo, a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, falou sobre as ações que serão feitas na região dos complexos do Alemão e da Penha:

“Da nossa parte, do governo federal, nós também estamos instalando aqui uma comissão emergencial que articula vários ministérios do campo social: Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Ministério da Assistência Social, Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cidadania, Ministério das Mulheres, que vai se somar a essa agenda, para que a gente possa trabalhar em alguns eixos que são, na nossa escuta, muito importantes. Mas, especialmente, num processo de acolhimento, acompanhamento biopsicossocial, das comunidades e a garantia de que os serviços públicos sejam retomados da forma mais célere possível, para garantir que crianças não fiquem sem escola, que as unidades de saúde não fiquem impactadas, que o serviço de assistência social volte a funcionar de maneira mais breve e com o apoio necessário.”

Uma informação trazida pelo deputado Reimont e também pelas deputadas que estiveram no IML nesta tarde, foi que houve lá no IML do Rio um grande protesto das famílias dos mortos pela morosidade e a dificuldade de obter informações sobre os seus parentes. Os manifestantes foram repreendidos vigorosamente pela Polícia Militar do Rio com bombas de gás lacrimogêneo.

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Criado em 30/10/2025 - 21:25

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