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Na Malásia, presidente Lula deve se reunir com Trump neste domingo

Repórter Brasil

No AR em 24/10/2025 - 19:00

O Brasil participará, pela primeira vez, de uma cúpula da Associação das Nações do Sudeste (Asean) Asiático, que reúne dez países. O presidente Lula já está na Malásia para o encontro, depois de passar pela Indonésia.

No domingo (26), Lula deve se reunir com o presidente Donald Trump, e ele já adiantou que não há veto a assuntos, ainda que a prioridade brasileira seja o tarifaço.

A Asean existe desde 1967 para promover a estabilidade política e o desenvolvimento regional. Antes de retornar ao Brasil, na próxima terça-feira (28), o presidente Lula participa também da Cúpula do Leste Asiático, oportunidade de integração econômica de todos esses países com o Brics. 

Antes de embarcar para Kuala Lumpur, capital da Malásia, o presidente Lula se encontrou com o presidente-geral da Asean em Jacarta, na Indonésia. Eles falaram da participação do Brasil como membro pleno desse grupo.

“Eu vou ter a oportunidade de estar junto com dez países, agora 11, porque o Timor Leste está entrando, e é sempre importante, toda vez que a gente encontra com o chefe de Estado, a gente tentar uma aproximação. Quanto mais comércio a gente tiver, quanto mais forte for a nossa relação com os países, melhor é para o Brasil”, afirmou Lula.

O mercado dos países da Asean é importante para o Brasil e ultrapassou os US$ 37 bilhões no ano passado. Como grupo, são o quinto parceiro comercial do Brasil. A Asean também terá um pavilhão na COP30, que acontece no mês que vem, em Belém. Uma das propostas brasileiras é o Fundo Florestas Tropicais, que vai remunerar países em desenvolvimento que preservarem seus biomas. Ao receber o presidente Lula, a Indonésia anunciou que apoiará a iniciativa. 

Outro compromisso importante do presidente Lula deve ocorrer no domingo: a primeira reunião formal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que também já está na Malásia. Do lado brasileiro, entre as pautas do encontro, estão o tarifaço norte-americano aos produtos nacionais e também as sanções às autoridades, incluindo os ministros da Suprema Corte.

“Mostrar que os Estados Unidos não são deficitários, portanto, não tem explicação a taxação feita ao Brasil. Não tem explicação. Não tem por que explicar a punição de ministros nossos, de personalidades públicas brasileiras, nas leis americanas. Não tem nenhuma explicação, porque eles não cometeram nenhum erro. Eles estão cumprindo a Constituição do meu país. O presidente Trump sabe que o preço da carne lá está muito alto, é preciso baixar o preço da carne; sabe que o cafezinho vai ficando caro. Podemos discutir de Gaza à Ucrânia, à Rússia, à Venezuela, a materiais críticos, a minerais, até terras raras. Podemos discutir qualquer assunto. Se eu não acreditasse de que fosse possível fazer um acordo, eu não participaria da reunião. Se bem que o acordo certamente não será feito amanhã ou depois da manhã, quando eu me reunir com ele. O acordo será feito pelos negociadores, que vão ter que sentar – Alckmin, Mauro Vieira e Haddad – junto com o pessoal do governo americano para negociar”, destacou o líder brasileiro.

Recentemente, Donald Trump disse que não precisa declarar guerra a um país para matar traficantes de drogas. Ele usou este termo: "matar traficantes de drogas". Nessa mesma coletiva, o presidente Lula respondeu. Disse que, quando falamos em combater as drogas, seria mais fácil combater os usuários – ele usou esse termo – em cada país, como forma de reduzir o consumo. Lula mencionou os usuários como responsáveis pela existência de traficantes. A fala repercutiu e, pelas redes sociais, o presidente se retratou dizendo que a frase foi mal colocada. Ele acrescentou que o Brasil é contra o tráfico de drogas e destacou ações recentes do governo na área, incluindo recordes na apreensão de drogas. É preciso lembrar operações contra o esquema financeiro bilionário do Primeiro Comando da Capital que estava em atividade no estado de São Paulo e também já com desdobramentos em outras unidades da federação. Além disso, números também de apreensões de drogas e planos, junto ao Ministério da Justiça, de combate ao narcotráfico.

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Criado em 24/10/2025 - 20:30

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