O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, sancionou mudanças na Lei Orgânica, que rege a atuação da Polícia Civil. Ele vetou a volta de uma polêmica remuneração adicional que seria oferecida aos policiais em casos de apreensão de armas ou mortes de criminosos, a chamada "gratificação faroeste".
O veto do governador Cláudio Castro ocorreu depois de a iniciativa ter despertado muita polêmica e muita discussão no estado. Especialistas em segurança pública questionaram a eficácia desse tipo de recompensa para policiais que matassem mais supostos criminosos em operações. A Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF) foram contra o projeto, por considerar que ele estimulava confrontos e mortes.
Já o argumento de Castro para vetar a medida foi a de que ela criaria despesas contrárias ao regime de recuperação fiscal. Outro motivo de origem constitucional é de que o Poder Legislativo não pode criar leis que aumentam gastos públicos, o que é exclusivo do governador.
O veto ainda será apreciado pela Assembleia Legislativa, que poderá mantê-lo ou derrubá-lo.
O projeto aprovado pela Alerj determinava bonificação de 10% a 150% do salário para os policiais que mais matassem criminosos.
Segundo o próprio governo do estado, de setembro a janeiro deste ano, houve 519 mortes em ações policiais, o que dá uma média de duas pessoas mortas pelas mãos da polícia todos os dias no Rio de Janeiro.
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