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No Rio de Janeiro, IML segue perícias em corpos de mortos em operação

Repórter Brasil

No AR em 30/10/2025 - 19:00

No Rio de Janeiro, o Instituto Médico Legal continua as perícias das pessoas mortas durante a megaoperação da polícia na última terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da cidade. Um esquema especial foi montado para que as famílias possam identificar os corpos para a liberação e, depois, o sepultamento. 

Hoje (30), o Ministério da Justiça divulgou que vai enviar para o Rio peritos criminais da Polícia Federal e da Força Nacional para reforçar a perícia.

No entanto, a ministra dos Direitos Humanos e deputados federais afirmam que a perícia está prejudicada. Uma das causas é que o governo do Rio restringiu o acesso ao IML somente para a Polícia Civil e ao Ministério Público estadual. Nem a Defensoria Pública está podendo acompanhar todos esses exames. Até agora, cerca de 100 corpos foram identificados.

A espera pela identificação dos mortos é uma agonia para os familiares. No posto do Detran ao lado do IML estão concentradas as famílias que buscam notícias de seus parentes. Elas reclamam da falta de informações e da demora em liberar os corpos.

A Polícia Civil do Rio informou que cerca de 100 mortos já foram reconhecidos pelos familiares e o trabalho continua com o acompanhamento do Ministério Público do Rio de Janeiro, que instaurou uma investigação independente. Três peritos legistas do MP e um promotor de justiça acompanham todas as necrópsias no Instituto Médico Legal. 

Depois da instauração do escritório emergencial de combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, definida ontem (29) em reunião entre o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o governador Cláudio Castro, hoje, o Ministério da Justiça informou que vai enviar 20 peritos criminais da Polícia Federal para garantir mais reforço nos trabalhos de perícia. Também serão mobilizados de 10 a 20 peritos da Força Nacional de Segurança Pública para atuar no estado. 

Deputados federais estiveram no IML e criticaram a forma que a perícia está sendo realizada.

“Aqui tem um número grande de pessoas aguardando informações, de familiares, não conseguem ter respostas, e o estado fica segurando essa história. Segurando por quê? Porque sabe que o resultado dessas perícias vai mostrar aquilo que já está evidente: a necessidade de responsabilização daquilo que foi uma chacina”, afirmou Glauber Braga.

Esta manhã, a Defensoria Pública do Rio foi proibida de acompanhar a perícia pela Polícia Civil.

“É muito importante que haja uma ampla sindicabilidade de como se operaram essas mortes. E, para isso, é imprescindível também a presença da Defensoria Pública”, cobrou Rafaela Garcez subcoordenadora de Defesa Criminal da Defensoria Pública do Rio.

A Ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, disse no Rio que o governo federal vai fazer outra investigação sobre a operação que deixou 121 mortos:

“A gente tem uma demanda da comunidade de se estabelecer perícias que sejam independentes, autônomas. O nosso Conselho Nacional dos Direitos Humanos já nos comunicou sobre isso, e a gente está trabalhando para que isso se efetive.”

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que o acesso ao Instituto Médico Legal está limitado aos policiais civis e integrantes do Ministério Público do estado. A Defensoria Pública, então, protocolou hoje, no Supremo Tribunal Federal, um pedido para garantir o acesso com o seu corpo técnico ao IML.

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Criado em 30/10/2025 - 19:20

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