Uma operação envolvendo a polícia e o Ministério Público de São Paulo impediu a realização de atentados contra autoridades públicas, entre elas o promotor Lincoln Gakiya, principal responsável por investigar o Primeiro Comando da Capital (PCC). O atentado também seria para eliminar o coordenador de presídios do oeste paulista, Roberto Medina.
O promotor de justiça Lincoln Gakiya esteve em São Paulo, na sede do Ministério Público. Foi recebido pelo procurador-geral de Justiça de São Paulo, que disse que o Ministério Público não recuará sequer um centímetro no combate ao crime organizado. O procurador-geral também manifestou apoio a quem combate o crime organizado e depois acaba se tornando alvo dele.
Nessa operação que evitou esses atentados em Presidente Prudente, no interior do estado, foram cumpridos 25 mandados de buscas domiciliares em cidades do interior. Segundo as investigações, uma célula do PCC, do crime organizado, alugou uma casa próxima à casa do promotor em Presidente Prudente e já tinha mapeado a rotina dele e de familiares, incluindo a escolta policial dele e também do coordenador de presídios do oeste paulista. Essa célula tinha indivíduos que atuavam de forma muito compartimentada. Então, um grupo desconhecia a ação do outro grupo nesse atentado, o que tornou ainda mais difícil identificar este esquema.
Com o resultado dessas apreensões, agora, as autoridades querem identificar não só outros elos, outros criminosos, mas também a liderança desse grupo que pretendia executar esses atentados no interior do estado.
O promotor Lincoln Gakiya atua há mais de 30 anos no Ministério Público, em um grupo que combate o crime organizado. Ele foi para Presidente Prudente em 1996 e, dez anos depois, as lideranças do PCC foram enviadas para presídios da região.
Durante a coletiva de imprensa hoje (24), no Ministério Público de São Paulo, ele comentou a necessidade de escolta para autoridades que atuam contra o crime organizado e falou também sobre este núcleo do PCC que atua para tentar eliminar autoridades.
“A sintonia restrita é um setor que foi criado pelo PCC justamente para cometer atentados contra policiais e autoridades e também resgates. São integrantes que têm contato direto com a cúpula, estão em liberdade, normalmente são egressos ou foragidos. Eles podem ou não estar no estado de São Paulo. Eu entendo que o estado tem me prestado um apoio eficiente em termos de escolta, não só através da Polícia Militar, o próprio Ministério Público também, através da sua assessoria policial militar. Eu estou na ativa. Eu sou um promotor que atuo já há 34 anos, eu estou na ativa. Minha preocupação, inclusive, é quando eu me aposentar. Precisamos ver se eu terei garantias de que vou ter segurança para mim, para minha família, quando eu me aposentar. Eu já estou na última quadra da minha carreira”, destacou.
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