Um aeroporto, museus, quadras esportivas, áreas verdes arborizadas, uma marina e a praia. Hoje (17), um dos parques mais queridos dos moradores do Rio de Janeiro completa 60 anos. Já adivinhou do que gente está falando? Parque do Flamengo, mais conhecido como Aterro do Flamengo.
Seria difícil imaginar o Rio de Janeiro sem o Aterro, ou melhor, o Parque do Flamengo. Em uma área de 1,2 milhão de metros quadrados, é considerado o maior parque à beira-mar do mundo, único na arquitetura e no paisagismo. Um espaço vivo com verde, esportes, lazer, animais e banhistas. Também o local de trabalho de muita gente na luta diária.
A área, que vai do Aeroporto Santos Dumont até o Mirante do Pasmado, em Botafogo, recebeu areia e pedras do fundo da Baía de Guanabara e o entulho que vinha dos túneis construídos na década de 60. O aterramento começou em 1951 e terminou em 1962.
Toda a área não seria verde não fosse por Maria Carlota Macedo Soares e pelo então governador Carlos Lacerda. O diretor de urbanização da época, José de Oliveira Reis, não abria mão da ideia de criar por lá quatro avenidas com prédios à beira-mar, mas Carlos Lacerda trouxe Lota Macedo Soares para o governo. A ideia dela de um parque público, com um projeto do arquiteto modernista Affonso Reidy, prevaleceu.
Maria Carlota convidou profissionais de diferentes áreas para a construção. Um dos parceiros foi o paisagista Roberto Burle Marx, consagrado por valorizar uma estética tropical com espécies locais e exóticas. As passarelas de Reidy, menos inclinadas, dão conforto a quem caminha pelo parque. O conjunto arquitetônico não só formou um cartão-postal como se integrou ao Museu de Arte Moderna, inaugurado antes do Aterro, em 1958. Construções como o Monumento a Estácio de Sá, projetado por Lúcio Costa, e a Marina da Glória, de Amaro Machado, vieram depois. Mais que um cartão-postal, o Parque do Flamengo se tornou um museu vivo a céu aberto.
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