Uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo com a Polícia Federal, realizada hoje (30), teve como alvo um grupo criminoso especializado em fraudes contra o sistema financeiro. O esquema teria desviado mais de R$ 800 milhões de contas utilizadas pelos bancos para gerenciar o sistema Pix entre os clientes.
Segundo balanço da Polícia Federal, foram presas, até agora, 19 pessoas no Brasil e no exterior. Estão sendo cumpridos 26 mandados de prisão e mais de 40 de busca e apreensão. Até agora, foram apreendidos pelo menos 15 carros de luxo e artigos de luxo. Além disso, contas financeiras foram bloqueadas, mas os valores ainda não foram contabilizados. Também foram apreendidos mais de R$ 1 milhão em criptoativos. Segundo as investigações, esse grupo atuava negociando criptoativos justamente para ocultar os valores obtidos com o crime.
Em julho deste ano, uma empresa que presta serviços para o mercado financeiro teve a sua infraestrutura digital invadida por esses criminosos. Eles conseguiram acessar contas reservas que as instituições financeiras mantêm junto ao Banco Central. Seis instituições financeiras foram alvo. O que são essas contas reservas? São contas onde os bancos deixam dinheiro justamente para as movimentações do sistema brasileiro de pagamentos, entre elas, movimentações do Pix. Além disso, nessas contas reservas, os bancos deixam também o que é chamado compulsório bancário, que são recursos que dão sanidade para o sistema financeiro.
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