Os setores exportadores do Brasil reagiram com otimismo à reunião entre os presidentes Lula e Donald Trump, ontem (26), na Malásia. Um dos principais assuntos do encontro foi a sobretaxa aos produtos brasileiros vendidos para os Estados Unidos.
As exportações de café do Brasil para os Estados Unidos caíram 52,8% em setembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024, após o tarifaço de 50% imposto por Donald Trump. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, Cecafé.
O efeito foi significativo, levando os Estados Unidos a caírem para a terceira posição no ranking de maiores compradores de café brasileiro, atrás da Alemanha e da Itália. O impacto negativo da sobretaxa fez com que o setor buscasse novas alternativas de mercado.
Após a reunião entre Lula e Trump, diversas entidades de exportadores elogiaram o encontro entre os presidentes. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, Abiec, demonstrou otimismo e destacou que o encontro reforça a importância do diálogo para o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O setor de carnes também foi um dos mais impactados pelo tarifaço. Os Estados Unidos são o segundo maior comprador da carne bovina brasileira, atrás apenas da China.
Para a Confederação Nacional das Indústrias, o diálogo entre os dois líderes representa um avanço concreto nas tratativas bilaterais. A Câmara Americana de Comércio para o Brasil, Amcham Brasil, espera que a intensificação das negociações leve a acordo bilateral com agilidade.
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